Fruto Vermelho

•janeiro 7, 2009 • 4 Comentários

Fruto Vermelho

Foi uma expreriência interessante fazer essa foto. É mais difícil do que parece. Espero que gostem.

Foto por: Psekkel

Rigidez, Semap e Akineton Retard – Revisada e ampliada

•janeiro 6, 2009 • 3 Comentários

Resolvi não postar a segunda parte separadamente, ao invés disso, segue o conto completo, parte I e parte II.

Ou, se preferir, baixe a versão em PDF aqui

“De todas as minhas experiêcias “junky’s” – que incluem, cheirar cocaina e depredar uma escola, baforar cola no depósito de um prédio e ser pego mijando nos produtos de limpeza, e fumar crack com meninos de rua – essa foi sem dúvida a mais terrível e mais assustadora.”

Rigidez, Semap e Akineton Retard.

Eu estava confuso, com medo, e tinha motivos para isso, motivos que não contarei agora, mas bons motivos. Não queria ter controle sobre mim mesmo. Eu era um poço de ansiedade, queria dormir, ficar entorpecido ao ponto de não sentir nada. Não estava triste, pelo contrario, mas precisava dar um jeito naquela ansiedade toda. Já era por volta de quatro da manhã, eu estava em casa, sozinho, com sentimentos à flor da pele. Me mexia sem parar, fazendo uma espécie de dança do cachorro louco.
Precisava controlar a situação, e controlá-la significava perder o controle, perder os sentidos. Olhei em volta, procurando alguma espécie de calmante, qualquer coisa, procurei por dramin e fenergan, pois mesmo sabendo que eles me fazem sentir uma merda no dia seguinte sabia que não tinha nenhum calmante controlado em casa. Olhando na gaveta do criado mudo, achei uma caixa de “semap”. Não lembrava para o que era, nem como havia chegado ali, mas talvez pudesse ser útil. Abri a caixa, havia uma cartela de seis comprimidos. Dois estavam faltando, sobravam quatro. Puxei a bula que estava socada no fundo da caixa:

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Retratos – Bela administradora

•janeiro 6, 2009 • Deixe um comentário

Foto por Psekkel

Um dos meus primeiros ensaios.

Sobre escrever em blogs

•janeiro 4, 2009 • 1 Comentário

Olá leitores, confesso que sou meio novo nessa história de escrever em blogs. E confesso estar achado a experienceia (embora prazerosa) um pouco estranha. Primeiramente por que não sei quem são meus leitores, na verdade não sei nem se as pessoas que clicam para entrar no meu blog realmente lêem alguma coisa, por que não sei o que as levou a clicarem no meu blog. E foi por causa desse estranhamento que adiei para escrever um post que fosse dirigido a você, o leitor.
Lembro de ter tido a mesma sensação quando numa festa de uma rádio pirata (Várzea) me encontrei de repente com o microfone na mão. O microfone em si só pode esvaziar todas as ideias da cabeça de uma pessoa e deixa-la muda. Nunca tive problemas com timidez, mas um monólogo com um desconhecido invisível sobre o que quer que estivesse passando na minha cabeça era demais para mim. Imagine se te passassem um microfone e dissessem “vamos lá, pode falar qualquer coisa, estamos no ar”.
Claro que escrever em um blog é mais fácil, pois tiramos o “ao vivo” da equação, e não temos que postar de repente, de surpresa.
Mas ainda assim, de vez em quando sinto como se pudesse ser um lunático, sentado na frente do computador, falando sozinho.
Imagino que várias pessoas possam se identificar com isso. E fica o post, para que a palavra do Mundus Vult Decipi seja dirigida a você leitor, e para que você (seja você quem for), saiba que nós aqui escrevemos pra você ai, leitor.

Dia de Chuva

•janeiro 3, 2009 • Deixe um comentário
Psekkel

Foto por: Psekkel

Um conto urbano, parte I

•janeiro 3, 2009 • 1 Comentário

Desci do ônibus com minha ilusória sede de narcóticos resolvi transformar o que quer que restasse do meu cérebro em pastrame. Assim, que comecei a andar um casal de jovens passou por mim e eu lati para eles, que deram um salto na outra direção. Eu era um cachorro louco solto na noite da cidade grande.
Meu amigo Y sabia que eu não estava bem e resolveu me encontrar no bar, pra ele tudo era desculpa pra encher a cara, e devo admitir, eu não via nada de errado nisso. Pedi que levasse umas amigas se conseguisse e de fato, quando cheguei no bar, as palavra “Nossa! Nossa!” vieram à mente – a amiga de Y era realmente bonita, morena de pele clara, cabelos curtos um pouco depois do pescoço, e aparentemente não sentia frio. Eu por outro lado, devidamente agasalhado com um jaqueta velha e uma calça jeans relativamente limpa, tinha passado a noite anterior em claro e cultivara uma olheira enorme e estava com um começo de gripe que deixava a ponta do meu nariz vermelha e minha voz um tanto anasalada. Ela simplesmente não tinha como resistir,

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•janeiro 3, 2009 • Deixe um comentário

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