Lazy Sunday Afternoon

•junho 23, 2010 • Deixe um comentário

O domingo começou lento, o frio chamava um café bem quente, levantei-me e fui preparar o nectar cafeínado. Deparei com uma loça monstruosa para lavar e num 5 minutos acabei com tudo aquilo, as panelas joguei pela janela, os copos arremessados contra a parede, talheres jogados no lixo só salvei mesmo os pratos!
Os mais lindos pratos que ja tive, não os quebraria mesmo eles estando sujos como estavam. O domingo seguiu lento e preguiçoso, o futebol na tela da televisão que fora desligada pelo sapato que atirei, então o silêncio tomou conta da casa inteira, como era bom aquele silêncio, resolvi acender um cigarro, passei de mão na garrafa esqueçida de sabado a noite, quase no final encostada no sofa, logo bate o grau, não saio do lugar e irei mofar ali até a segunda feira me despertar!

Um parabéns pro Pensamentos Urbanos

•março 22, 2009 • 2 Comentários

Quero deixar aqui os meus parabéns pro Blog Pensamentos Urbanos, pelo destaque alcançado, e a qualidade de seu material. http://pensaurb.blogspot.com/

Sonho

•março 22, 2009 • 1 Comentário

Sonhei que os assassinos e estupradores enterravam suas vítimas, e depois, lhes escreviam nas lápides – com sangue – poemas e mensagens de amor. Em seus rostos eu podia ver que estavam tristes, como se mesmo assumindo total responsabilidade por seus atos, tivessem sido eles mesmos vítima de um destino inevitável, de destruir o que amavam.

Eu andava passando pelas lápides e pelas covas, algumas delas ainda abertas, em um cemitério estranhamente movimentado. Naquela noite, era como se todos os olhos estivessem ali à espera de algum grande acontecimento. Enquanto andava, notei em cima de um muro uma garrafa, que estava cheia de sangue, mas não era só uma garrafa cheia de sangue, era como se de alguma forma ainda tivesse vida ali, e eu sabia que quando eu voltasse por esse caminho, aguém o haveria bebido até secar, e foi assim que aconteceu. No caminho de volta, notei que a garrafa estava vazia e percebi uma grande comoção em volta de uma sepultura, que parecia bastante recente. As pessoas olhavam horrorizadas. A cruz branca em cima de um punhado de terra estava quase toda vermelha, assim como a terra. Era como se todo aquele sangue estivesse brotando do chão, e de joelhos, um sujeito chorava com as mão ensanguentadas.

Esse sonho foi há uma semana atrás, hoje, sento com a minha mãe em um quarto de hospital. As alas de internação nos hospitais, distantes da bagunça e do movimento do pronto socorro, são desconcertantemente silenciosas. Andando pelos corredores é possivel ter a sensação de que não há ninguém ali. Não entendi o porquê do meu sonho. Mas agora tenho a mesma sensação de estranheza que havia tido nele.

Cabeças na calçada

•fevereiro 24, 2009 • 2 Comentários

foto por Psekkel Embora houvesse parado de fumar a mais de um anos as paredes da minha casa ainda estavam amareladas pela nicotina. Nos dias de abstinência costumava imaginar se eu conseguiria raspar as paredes e fuma-las num cachimbo. Decidi que não precisaria chegar isso, comprei uma maço  só em caso de eu sentir muita vontade. Ainda está na gaveta, fechado a mais de um ano.
Nesse verão, as noites estavam particularmente quentes. Embora os termômetros anunciassem 30 graus eu chutava uns 35 ou mais. Sophie a pequena felina que morava comigo me olhava fixamente. Eu sabia o que ela queria “Não adianta, acabou a erva do gato bonitinha, vai ter que passar sem hoje”, não havia acabado de verdade, mas eu achava que ela estava se viciando. Tinha adquirido esse tipo de comportamento.

Deitei e fiquei pensando na cabeça de porco que havia visto mais cedo, jogada na calçada. Fiquei imaginando como diabos aquilo havia parado ali. A cena foi como seria em sonho. Eu vinha andando na calçada, caminhando em direção ao posto para comprar uma coca-cola. As ruas da avenida eram escuras e pouco movimentadas, com grandes muros dos lados. Andando por ali, as vezes tinha a sensação de estar dentro de algum lugar e não fora, não fosse a pequena faixa de céu que podia ver acima, a sensação seria completa. Chegando perto do posto, vi um velho mendigo fumando uma bituca de cigarro, com grande saco ao seu lado encostado na parede e um pouco adiante vi uma coisa que parecia uma bola murcha, primeiro pensei que fosse uma pedra, mas parecia macia, logo pensei em chuta-la com tudo quando chegasse lá. Estava na sombra, e quando me aproximei ainda não conseguia distinguir o que era. Tinha cor avermelhada, um aspecto sujo. Foi quando dei a volta nela que percebi, estava olhando para mim ! Exceto que não parecia ter olhos, sua boca estava aberta, tinha alguma coisa amarelada saindo de sua boca e caindo no chão, parecia uma gosma, mas estava endurecida de um jeito que parecia uma lingua saindo de sua boca pelo canto direito. Pensei se essa cabeça, mais cedo estivera na mesa de algum banquete. Certamente não parecia. Não estava nada gloriosa agora. Olhando bem parecia estar defumada. Pensei em dar uma mordida, tive arrepios. Caminhei até o posto e comprei minha coca-cola. Pensei se o mendigo não pensou em dar uma mordida. Pensei em voltar examinar se havia alguma marca de mordida. De novo, arrepios. Imaginei um caminhão cheio de cabeças de animais passando e essa cabeça caindo ali. Quem perderia uma cabeça de porco por ai?! No caminho de volta pensei em chuta-la mesmo assim. Melhor não. Passei pela cabeça que me olhou de esguelha. Acenei, sem resposta.

Levantei da cama e fui até a cozinha me servir um copo de coca-cola, era o último. “Que se dane” pensei. Então subi as escadas e despejei um pouco de erva do gato para minha amiga felina, que me agradeceu com um sorriso. Então me sentei olhando pela janela, estiquei o braço até a gaveta e peguei um cigarro, ascendi e o estendi em direção a felina num gesto que significava “saúde”, a felina continuou rolando pelo chão e ronronando

Algumas palavras

•fevereiro 10, 2009 • 2 Comentários

foto por Psekkel

Depois de muito tempo sem postar, devido a correria do começo do ano, eu venho aqui, para dizer que esse blog não está abandonado, e postar para vocês algumas linhas de seja lá o que for…

Você domina o seu medo, o desafio está dentro de você
Nós ainda somos jovens, e eu penso nas coisas que você me disse
Jogamos os dados, nos sentimos leves e somos livres.
Pela noite chuvosa, na grande metrópole
Os dias estão contados, e seguimos caminhando.
Respirando o veneno, e vencendo desafios
Nas horas mais inquietas, eu penso nas coisas que você me disse

O gato preto

•janeiro 24, 2009 • 10 Comentários

foto por Psekkel

Segunda-feira, pior dia da semana, acordo com um baita sono. Tenho uma alergia na barriga que me deixou acordado até as três da madrugada, com a barriga em carne viva, sangrando, e pensando se devia ou não correr até a farmácia e comprar xylocaina. Quando finalmente dormi, sonhei que o cancêr da minha mãe havia voltado, e com complicações. Sonho de merda, noite de merda e agora eu to no busão falando merda com um amigo meu que passava os recreios da escolinha se dando choques eletricos.
Estou indo encontrar meu pai, para ajudar ele com um trampo. Mesmo tendo morado no bairro por dezessete anos eu consigo me perder e chegar meias hora mais tarde do que eu tinha planejado de me atrasar. Estou andando num sol escaldante justamente no dia em que decidi combater o meu vício de tomar mais de dois litros de coca-cola por dia. Tenho uma espécie de magnetismo, os maus hábitos sempre me encontram não importa onde esteja.
Apesar de com sono estou ansioso, o que é contraditório eu sei… mas você vai ter que engolir essa. Estou ansioso por que tenho uma compulsão por machucar minha bochecha com o dente do ciso que está nascendo na vertical, e lutar contra essa compulsão me causa uma tremenda inquietação. Estou lutando comigo mesmo, tentando me salvar e destruir ao mesmo tempo.
Continue lendo ‘O gato preto’

Margarida – eu acho…

•janeiro 13, 2009 • 5 Comentários

Já que estou há um tempo sem postar, resolvi deixar uma foto pra vocês… E tem mais coisa vindo ai… em breve😉

foto por Psekkel

Foto por: Psekkel